segunda-feira, 1 de julho de 2013

Margens

Como naquela noite
   Como em nenhuma outra
   A sua voz em mim agora ecoa
A chama eterna do seu coração
   Refugiando-se no escuro
   Temendo a luz do mundo
Disparando contra a minha alma
   O peso que você carrega
   Do erro que te enfesta
O que dói em você também dói em mim
   A enxurrada nos arrasta
   Entre um caminho que nos afasta

     Sua correnteza me leva
     Que com o frio me congela
     Em suas águas indomáveis,
     Intrísecas e infidáveis

     Afogando-me diante da sua beleza
     Mas que enfim eu esteja
     Firme a continuar a vencer
     Os obstáculos que eu possa ter

O que eu vejo é o medo do fim
E o seu beijo eu reconheço enfim

   Nas lágrimas onde correm seus rios
     Às margens eu quero estar
   Retirar as pedras que evitam o caminho
     Onde eu possa te encontrar

A brisa carrega o seu corpo
   Até os mais altos montes
   Secando a minha fonte
E quando eu tento procurá-la
   Uma fenda se abre na terra
   E o meu sonho nela se enterra
A escuridão toma conta do meu ser
   O prazer não é mais o meu alimento
   Solidão agora é o meu sofrimento
Eu só quero que você me leve
   Para o encontro das suas águas
   E acabar com as minhas mágoas

     Sua correnteza me leva
     Que com o frio me congela
     Em suas águas indomáveis,
     Intrísecas e infidáveis

     Afogando-me diante da sua beleza
     Mas que enfim eu esteja
     Firme a continuar a vencer
     Os obstáculos que eu possa ter

O que eu vejo é o medo do fim
E o seu beijo eu reconheço enfim

   Nas lágrimas onde correm seus rios
     Às margens eu quero estar
   Retirar as pedras que evitam o caminho
     Onde eu possa te encontrar



Vinni Corrêa
19 de junho de 2003

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