segunda-feira, 1 de julho de 2013

O Lucro

Quem é que sai no lucro
Com esses políticos, cambada de putos?
Todos saem em luto
Mas por que eu não luto?
Estou aqui em cima do muro
O que será do meu futuro?
Minhas idéias encontram-se no túmulo
Meus pensamentos um tumulto
Mente-confusão, barulho
Mas não podemos mais dar furo
Nesse plano não sou o único
O meu ódio agora é puro
Da vida agora eu cuido
Pois ela é um furto
Sem minuto, sem segundo
Eu fico mudo
Mas isso não é tudo
Há coisas que eu não engulo
Quando largam tudo...para o mundo
Há dias que não durmo
E todos ainda só pensam no peso bruto
Amargo fruto
Que nos leva ao submundo
Do alto ao fundo
Que do abismo eu pulo
E entro em surto
Quando me dou de encontro com o susto
Era ele, o lucro
Em toda a parte do mundo
Formando uma classe elite de ociosos, vagabundos
Mas se quer saber se fico ou se fujo
Desse lugar sujo? Desse embrulho?
Pelo meu povo eu luto
Pois, de todo esse luxo
Eu cuspo
Em cima do corrupto
Que fica surdo
Quando perguntam sobre o lucro
Que obteve quando espremeu todo o suco
Nos deixando nulos
Mas quem disse que somos burros
Que reclamamos com zurros?
Contudo, eu juro
Pelo nome que eu uso...o vulgo
Por qual eu luto
E pela paz que busco
A todo custo
Nós mudaremos este mundo
Livraremo-nos do lucro
Onde tudo possa ser justo
E então, curar em nosso povo o vurmo
Oriundo da úlcera provocada por homens pútridos, injustos
Que se duelam pelo consumo...
Uns dos outros, tornando-se fumo
E, enfim, teremos o nosso triunfo
A sociedade sem classes, o nosso rumo.


Vinni Corrêa
01 de janeiro de 2004

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