segunda-feira, 1 de julho de 2013

Tempo

De tempo em tempo
Somos surpreendidos por crises
Nos resguardamos em nossas crisálidas
Fase que nos faz experimentar o amadurecimento
E no meu tempo de garoto ainda lembro
Que muitas vezes eu desejava alcançar o topo
Mas sem antes aprender a voar
E hoje eu me contento
Mesmo com o pouco que eu tenho
Ainda posso buscar pelo o que falta
Curar a angústia e a fome do povo
Que vive a realidade do sofrimento
Tendo a esperança como único alimento
Mas lhe falta a crença no seu próprio poder
Que o libertará desse inferno material que se paga sem razão
Dê tempo ao tempo...mas quem tem fome não tem tempo

É tempo...de lutar
É tempo...de viver
É tempo...de sonhar
É tempo...de crescer

Há tempos
Que o homem se vê submisso a outros da mesma espécie
Numa guerra que não parece ter fim
E quanto tempo mais teremos?
Não se pode negar que agora é o momento
Onde todos devem se unir numa marcha à revolução
Das nossas mentes e da nossa sociedade
Cantando e marchando num só movimento
Por onde o som da liberdade atravessa os sentimentos
E o choro agora é coragem
Vitalizando nossas veias desertificadas
Que afugentará o costumeiro cruento
Revelador desse ar cinzento
Sufocante às vias respiratórias populares
Que pretende encerrar nossas vidas em túmulos vazios
Mas que os destamparemos com o soprar dos nossos ventos

É tempo...de lutar
É tempo...de viver
É tempo...de sonhar
É tempo...de crescer


Vinni Corrêa
20 de fevereiro de 2005

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