domingo, 2 de março de 2014

Movimento em Falso

Parca sombra de farol
Aberta em trincheiras cor de
Anil e fuzil mato fechado
Ao sol do vaga-lume
Cobertor ensanguentado
Quando da maré perfumada
Desfolhando tudo que
É mais ou menos
Igual a nada
Chove em folhas, cai lentamente
A lua com sua camisola de
Seda celestial, leite de rosas
Eles são Jasmins, Eles são frutos
Eles são fruto-pão
Sons de bambu ecoam
A imagem límpida destes cortes
Exaspera a dolorida corrida
É dia com luar
Os córregos estão prontos em seus cegos pontos
Correm pelas cortinas embebedadas
De suor de argila

Segurou as mãos da terra e confessou seus sonhos. Chorava a noite com sua bola de meia, triste em seu sono profundo, cobriu o rosto com um lenço de nostalgia e empobreceu as tranças que descem as escadas do porão vermelho. Descem as escadas aflitas. Descem com toda força até que possa encontrar a chave dos obstáculos terrenos.

Obsoleto corpo de amoras escaldantes, decifras teu enigma, suba estas escadas cosntruídas com ossos, tua casa está distante da vista da janela dos montes.

Vento que leva os polens
Acorde a atmosfera da platéia
Desaguar no horizonte as flores das almas

Fagulhas da máquina lacrimal esboçam o sorriso para a aurora como quem desliga a válvula do tempo transcorrendo os dias sem tê-los nos dedos. Que mão aponta para o destino?


Vinni Corrêa
30 de julho de 2008



Soledad Sevilla - El Rompido

Samuel Barrera - Didio Leaving

Nenhum comentário:

Postar um comentário