domingo, 2 de março de 2014

Pequenina

Desde o primeiro tino dos meus
Esverdeados olhos com a negrura dos teus
Não esqueço o jeito com que admirei tu menina
A caminhar solta esbanjando uma beleza divina
Nasceu um pejo em tua face como um véu
Toldando essa criança como a nuvem ocupa o céu
Dos pés aos cabelos tu tinhas a pureza das ninfas
O esplendor de um girassol a pertubar-me naquela tardinha
Meu desejo a espera de que tu vinhas ser a mulher
Que trouxesse a alma desnuda ou uma cantiga qualquer
Atrevido beijo aquele destemido conduzia
Tua língua em caracol a verter uma lasciva linfa
Ali feito conflagração destinada porque tu és
Segredos em meus ouvidos como animais cruéis
No passeio dos meus dedos em êxtase sobre as colinas
Despida a roupa tua beijava-lhe a linha da cintura a coluna a espinha
Em nosso leito esvaiamos em suor sob um dossel
Fantasia louca queima em lamber na umedecida vulva o mel
Deleito-me com tua quieta saia de cigana e a bailar-te ao som da valsinha
Provoca-me rolo por cima em avidez caduca tua calcinha
De cinta liga anseio-te sem cair em dessuetude mas em jubileu
De espartilho almejo-te e arranco ainda a candura do fecho como um equóreo Deus
Em teus seios me perco peco acalentas-me tuas ninas
Animas soluçar acarinhas minha anchura tu és minha pequenina 


Vinni Corrêa
16 de outubro de 2009



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