segunda-feira, 3 de março de 2014

Tesão

Deslizo lentamente a ponta dos meus dedos
Pelo dorso nu do teu corpo até
A fenda entre as nádegas
Faço o caminho de volta
Chegando à nuca e arranhando até o opístio
Assopro, vagarosamente, um ar quente
Do pescoço a orelha
Causando-te um frêmito de arrancar a pele
E estremecer todo o corpo
Estalinhos de beijos percorrem teus braços
Subindo novamente pelo pescoço
Até sussurrar em teu ouvido
Palavras que em teu interior
Repetem minhas carícias externas 


Vinni Corrêa
24 de março de 2011



Otto Mueller

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