quinta-feira, 20 de agosto de 2015

A castração contra a erotização na política brasileira

Li hoje um texto do colunista do site da Época, o João Luiz Vieira, dizendo que a Dilma precisa erotizar o seu eleitorado. E pronuncia uma famosa expressão em voga: “sexo é poder”.

Concordo com Octavio Paz quando ele diz que nem sempre o sexo é erotismo. O sexo é, antes de tudo, cópula; tem como função exclusiva a reprodução da espécie. E, ao meu ver, é dessa forma que pensa boa parte dos manifestantes do último protesto do dia 16: reproduzir um espécime que só diz baboseiras.

Nenhum governo brasileiro ousou ser tão erótico como o de Lula e Dilma Rousseff. Se sexo tem como fim apenas a reprodução, o jogo de poder entre o macho que, violentamente, carca a fêmea para injetar seu sêmen ideológico e pragmático, e, assim, disseminar sua relação de dominação, um estupro, uma ação que não se importa com o desejo do outro, o erotismo busca destruir tal vínculo de poder, do qual a força dá lugar ao prazer. Apesar de todas as críticas politicamente sexuais ao governo, algumas com certa razão, foi com Lula e Dilma que se iniciou o processo de compartilhamento do prazer. Alguns podem até não sentir um tesão pela nossa presidenta, mas é perceptível que há uma considerável parcela da população gozando o que antes não gozava.

E vou além: quem diz que Dilma precisa de sexo é porque possui um complexo muito grande. No jogo do poder, alguns precisam perder benefícios para que outros ganhem. E nisso, quem comia agora também está sendo comido, e isso irrita o pessoal que só quer saber de dominar. O que falta no país é isso, a inversão de papéis: tem que dá pra receber. Ser ativo é muito fácil. Só querer fuder os outros é mole. Mas colocar a bundinha de quatro de vez em quando, ninguém quer.

Se há um problema com nossa presidenta Dilma, digo que ele está naqueles que estão ao seu redor e a impedem de erotizar ainda mais o Brasil. Dilma não é assexuada, Dilma é polissexual, ela quer que todos possam ter o direito de fuder e ser fudido, ainda que estejamos um pouco longe dessa sociedade orgíaca, comunal. Em uma política cujo intuito é o bem comum, não há sexualidade, não se nasce cidadão ou cidadã, faz-se e se constrói cidadão ou cidadã. Em vez disso, tais críticos deveriam se ocupar com aqueles que tentam castrar o povo e impedir seu gozo. Nossa política deve conter feminilidade e masculinidade, a um só tempo. Talvez Dilma nem sempre consiga, embora impichimar (porque impichar é uma palavra muito feia e que eu acho incorreta) a democracia dos desejos não seja nenhuma solução, como querem os manifestantes. Entretanto, não é uma tarefa fácil conscientizar os conservadores de que precisamos de uma sociedade liberal e erotizada.

Já os psicanalistas, estes têm muito a dizer sobre aqueles que, insistentemente, metem o bedelho na sexualidade alheia.

Um comentário:


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