sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Simpatia ou "dando mole": quando é difícil para o homem perceber


É muito raro mulheres darem em cima de um homem descaradamente. A maioria delas é tímida, o que faz com que suas demonstrações de interesse por um cara sejam muito discretas, às vezes quase imperceptíveis, embora elas acreditem que nós sejamos cegos. Só que elas ignoram o fato de que nós podemos estar com a mente em um lugar completamente diferente enquanto elas lançam suas sutilezas. Além disso, nem toda demonstração de simpatia - diria até que a maior parte, quase sempre - é indicação de que a mulher está querendo algo.

Dia desses fui ao Ministério do Trabalho para tentar resolver um problema com meu registro profissional. Numa certa discussão com a atendente, uma mulher bela e com um generoso decote (sim, reparei de cara) tentou me explicar a situação e dizendo quais eram os passos que eu deveria seguir. Achei que ela fosse alguma funcionária. Minutos depois, parei na porta da repartição para acessar o site do órgão. De repente, a mesma bela mulher com seu generoso decote veio até mim oferecendo mais uma vez sua preciosa ajuda. Auxiliou-me no celular e com toda a paciência e presteza que você jamais viria em um departamento público sanou minha dúvida em relação a questão que eu levantara para a atendente. Ela sorriu. Eu agradeci. Ela sorriu de novo e foi embora retornando para o lugar onde ela aguardava atendimento.

Ela não olhou mais para mim. Num instante pensei que ela havia me dado mole, afinal, quem nos dias de hoje é tão simpático e prestativo desse jeito? Mas percebi que não era um flerte, mas que ainda há pessoas capazes de querer ajudar. Ali me dei conta de que aquela mulher só estava sendo legal.

Diferente, no entanto, do que me ocorreu no dia seguinte. Ao voltar de um curso, tarde da noite, esperava meu ônibus na orla de Ipanema. Estava sozinho. Mas um tempo depois cinco garotas se aproximaram também para aguardar sua condução. Elas observavam um rapaz que elas diziam ser suspeito, talvez algum tipo de ladrão, pois parecia segui-las.


Enquanto conversavam, uma delas me dava uma olhada de vez em quando, de um jeito que parecia estar afim de mim. Quando o homem parecia que viria até nossa direção, as meninas resolveram pegar o ônibus que se aproximava. Esperaram para ver se o cara, que estava na outra esquina, subiria no carro. Não subiu. Então fizeram sinal. A garota que me olhava deu uma recuada e falou algo para mim sobre o que já estava conversando com sua amiga. Eu apenas balancei a cabeça positivamente, concordando com ela. Não fiz qualquer reação de que iria pegar o ônibus. Suas amigas iam subindo e ela, ficou próxima a mim. Daí vi que era melhor pegar também aquele ônibus e resolvi ir. No mesmo instante, ela também foi para o ônibus. Num gesto simpático, deixei-a subir na frente. Quando eu pus minha mão na hasta de metal para subir, ela colocou a mão dela sobre a minha, e não tirou até que eu tirasse a minha. Ainda ficou ali parada sem atravessar a roleta e me olhando. Desde o início não tive dúvidas: essa menina estava me dando muito mole.

Independente de qual situação um homem possa se encontrar, o fato é que ele deve agir sempre com respeito. Não confundir quando uma mulher está sendo legal como se ela quisesse ir para a cama. Ou, ainda que esteja dando algum mole descarando, ela crê que há ali um cara bacana, inteligente e bom de papo. Mesmo que ela possa querer transar com você depois.

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Cultura e pedofilia




Aqueles que censuram a exposição queer, alegando pedofilia e dizem criticar tal prática, são os mesmos que a incentivam com a cultura da estética feminina infantilizada, tal qual a da vulva lisa, rosada e de lábios pequenos tida como ideal de beleza, estética essa que imita a aparência da genitália da criança.


terça-feira, 10 de outubro de 2017

Agradecimento aos leitores!

Gostaria de agradecer publicamente aos meus leitores @juhgomes, @gabyvieira2013 e @iagoalga. Aí estão eles fazendo uma divulgação do meu livro Coma de 4.






segunda-feira, 14 de agosto de 2017

segunda-feira, 12 de junho de 2017

quinta-feira, 4 de maio de 2017

lago da vida



a vida é um grande lago:
quando evapora sentimentos
precisa de uma
CHUVA
de emoções

A chave anímica

Confiança é uma chave que guarda nosso íntimo segredo e que a engolimos para mantê-la protegida e inquebrantável. Muitas vezes compartilhamos nossa intimidade permitindo que alguém coloque a mão sobre nossas entranhas e desfrute desse íntimo, abrindo nossa vulnerabilidade.
Mas, quando esse alguém adentra nosso âmago e o estraçalha por dentro, invisivelmente arranca-nos a fechadura, precisamos nos recompor, trocar o segredo da fechadura, sem dividir novamente a intimidade com aquele que um dia tivemos confiança. E caso tal pessoa queira ter nossa chave compartilhada novamente, ela terá que pôr a mão na merda defecada onde estará a chave da confiança. Uma tarefa nada agradável mas valiosa para quem realmente se arrepende de ter-nos estraçalhado quase por inteiro. Se a tarefa for cumprida, ela poderá guardar novamente a chave em nosso interior.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

medida do amor

todo o seu peso
em cima do meu corpo
me dá a leveza
de estar no topo


Vinni Corrêa
poema do livro Lunch Box


Samarel

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017